Da matéria à arte.

Same matter. Broader minds.

MatériaMétodoPessoasComunidade
Mãos a trabalhar uma taça na roda de oleiro
Duração2anos letivos
Formação767horas
Programa20módulos
Início12de outubro de 2026
A escola

Uma escola com método.

Mais do que uma sequência de workshops, uma formação estruturada, com tempo para experimentar, errar, investigar e construir um percurso próprio. Uma parceria entre a Ceramista Shop e a Desvio Ceramics.

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MatériaExploração e técnica
FormaDesenvolvimento e criação
AtelierProjeto e autonomia
Programa

Dois anos, da matéria à obra.

Turma fixa, de outubro a junho. Três manhãs de aula por semana, atelier livre à quinta e um projeto pessoal que atravessa todo o percurso.

Semana de imersão35 h4 a 8 de janeiro de 2027

Uma semana a tempo inteiro, dedicada aos vidrados.

Na primeira semana de janeiro, a turma faz o bloco de Química de Vidrados I com Ana Felipe Royo, ceramista vinda de Espanha. De segunda a sexta há aulas das 10h00 às 19h00, com a manhã de terça livre, num total de 35 horas. O bloco fecha na segunda-feira seguinte, 11 de janeiro, com mais um dia inteiro. Quem se inscreve deve reservar já estes dias.

Ver o calendário do Ano 1
Criatividade15 jansexta · 10h00 – 14h00

Uma manhã com Alberto Bustos.

A meio do percurso, antes da fase de produção, o módulo Projeto recebe Alberto Bustos, ceramista e membro da Academia Internacional de Cerâmica, para uma sessão de Criatividade. É um só turno, das 10h00 às 14h00.

Conhecer o Alberto Bustos
Ano 1

Fundamentos, técnica e matéria.

  • Argila
  • Roda de oleiro
  • Construção
  • Vidrados
  • Experimentação
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Ano 2

Formulação, fogo e obra.

  • Química de vidrados
  • Testes e provetes
  • Cozeduras
  • Cerâmica digital
  • Projeto autoral
  • Produção
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Segunda10h00 – 13h00Eixo MatériaArgilas e pastas, segurança e manutenção do atelier, cozeduras e fornos, e as sessões de desenho de janeiro, abril e junho. A química de vidrados e a cor e superfície são dadas em blocos intensivos, em janeiro e em março.
Quarta10h00 – 13h00Eixo FormaConstrução manual e moldes de gesso. Trabalho de bancada.
Quinta10h00 – 13h00Atelier livreAcesso ao atelier para provetes, testes e trabalho pessoal. Não é presença obrigatória.
Sexta10h00 – 13h00Eixo transversal e blocos intensivosProjeto, desenho e documentação; nas restantes sextas, atelier livre. Os módulos com formador convidado decorrem em bloco intensivo, de manhã e de tarde.

O Ano 1 tem 36 semanas. As quintas e os dias de programa sem módulo lecionado são sessões de atelier livre, de acesso opcional. As tardes estão ocupadas em dezasseis dias: na tarde de 16 de outubro, com a primeira sessão de Desenho; no bloco de Química de Vidrados I, de 4 a 11 de janeiro; no bloco de Roda de Oleiro I, de 17 de fevereiro a 5 de março; e no bloco de Cor e Superfície, a 8, 12 e 15 de março. Entre 4 e 8 de janeiro, a semana é intensiva, com 35 horas.

Na prática2 a 3 manhãs de aula por semanaem 27 das 36 semanas
Tardes ocupadas16 dias em todo o ano16 out · 4–11 jan · 17 fev – 5 mar · 8–15 mar
Calendário do Ano 1Descarregar o calendário (PDF)Adicionar ao Google CalendarAdicionar ao Apple ou OutlookAtualiza-se sozinho se alguma data mudar. Datas sujeitas a confirmação.

Ano 1 — Fundamentos técnicos

out 2026 – jun 2027 · 443 h
ComponenteSessõesHorasCalendário
Sessões lecionadas84263 hsegundas, quartas e sextas; blocos intensivos de manhã e de tarde
Atelier livre60180 hquintas e dias de programa sem módulo
Total Ano 1144443 hout 2026 – jun 2027

Matéria

segundas-feiras e bloco intensivo · 32 sessões · 106 h
M3Argilas e Pastas Cerâmicas I10 sessões · 30 hout – dez

Objetivo. Compreender a argila como material geológico e de engenharia, dominar os ensaios laboratoriais fundamentais e preparar uma argila a partir de matérias-primas.

Conteúdos

  • Origem geológica: argilas primárias e secundárias; mineralogia essencial
  • Classificação e gamas de temperatura: faiança, grés, porcelana, refratários
  • Água e plasticidade; mecanismo e retração da secagem
  • Granulometria e chamote: comportamento estrutural e textura
  • Ensaios laboratoriais: barras de retração (verde, seco e cozido), absorção de água, deformação piroplástica
  • Leitura de uma ficha técnica de matéria-prima
  • Formulação e preparação de uma argila a partir de matérias-primas
  • Reciclagem de argilas e paper clay
  • Defeitos de secagem: fissuras e empenos, diagnóstico e prevenção
M6Química de Vidrados I10 sessões · 40 hjaneiro · bloco intensivo · Cascais

Objetivo. Compreender o vidrado como vidro, ler receitas pela sua química e executar testes sistemáticos com rigor laboratorial.

Horário. Bloco intensivo em Cascais, de 4 a 11 de janeiro de 2027: dias inteiros a 4, 7, 8 e 11, das 10h00 às 14h00 e das 15h00 às 19h00, e tardes a 5 e 6, das 15h00 às 19h00.

Conteúdos

  • O que é um vidrado: estrutura vítrea, fusão e maturação
  • As três funções: formadores (SiO₂), estabilizadores (Al₂O₃) e fundentes
  • Matérias-primas: feldspatos, calcite, dolomite, talco, caulino, quartzo, fritas
  • Introdução à fórmula unitária (Seger): ler um vidrado pela química
  • Metodologia de teste: blends lineares, provetes normalizados, registo
  • Preparação: pesagem, água, densidade, peneiração
  • Aplicação por imersão, vertido e pincel; a espessura e os seus efeitos
  • Acordo argila–vidrado: dilatação, crazing e shivering
  • Segurança de laboratório
M8Cor e Superfície7 sessões · 21 hmarço · bloco intensivo · Cascais

Objetivo. Dominar as ferramentas de cor e de tratamento de superfície, de forma sistemática e reprodutível.

Horário. Bloco intensivo em Cascais: 8, 12 e 15 de março de 2027, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00; 19 de março, das 10h00 às 13h00.

Conteúdos

  • Óxidos corantes: ferro, cobre, cobalto, manganês, crómio, rutilo e titânio, por temperatura e atmosfera
  • Corantes industriais (stains) versus óxidos: estabilidade e paleta
  • Engobes: formulação, ajuste de retração, aplicação em verde, seco e chacota
  • Técnicas de decoração: esgrafito, mishima, pincelada, reservas de cera, monotipia, majólica
  • Terra sigillata: preparação, aplicação e polimento
  • Sobreposição de camadas e vidrado sobre vidrado
  • Testes sistemáticos de cor
M9Cozeduras e Fornos I5 sessões · 15 hmaio

Objetivo. Conduzir cozeduras elétricas com autonomia, compreendendo o que acontece dentro do forno em cada fase.

Horário. Cinco sessões em maio de 2027: segundas-feiras 3, 10, 17 e 24 e sexta-feira 7, das 10h00 às 13h00.

Conteúdos

  • Tipos de cozedura: visão introdutória
  • Forno elétrico: elementos, termopares e manutenção básica
  • Cones pirométricos e anéis de Buller
  • Processo de sinterização: cozedura de chacota e de vidrado
  • Curva de cozedura: rampa e patamares
  • Controlo do arrefecimento
  • Enforna: placas, prumos, densidade de carga, peças em contacto
  • Programação de controladores; registo e diário de cozeduras
  • Segurança, ventilação e custo por cozedura

Forma

quartas-feiras e blocos intensivos · 40 sessões · 120 h
M2Construção Manual I18 sessões · 54 hout – mai

Objetivo. Dominar as três técnicas estruturais de construção e as suas combinações, com controlo de secagem.

Horário. Dezoito sessões, de 14 de outubro de 2026 a 21 de maio de 2027, quase todas às quartas-feiras, das 10h00 às 13h00. Sem aulas a 9 e 16 de dezembro. A última sessão, a 21 de maio, é numa sexta-feira.

Conteúdos

  • Belisco (pinch)
  • Acordelado
  • Lastra rígida e maleável: abertura manual e com mesa
  • Conformações: cilindro, plano, caixa, lastras redondas e quadradas
  • Colagem de partes: alça, bico, fundo e parede
  • Ocagem
  • Formas extrudidas
  • Colagem com barbotina e molde de gesso
  • Texturas, impressões e carimbos
  • Secagem controlada
  • Defeitos: identificação, causas e recuperação
  • Projeto de síntese
M5Segurança e Manutenção do Atelier4 sessões · 12 hfevereiro · segundas

Objetivo. Capacitar o formando para trabalhar em atelier cerâmico sem risco para si, para terceiros e para o equipamento, reconhecendo que em cerâmica os riscos são maioritariamente invisíveis e cumulativos: poeira respirável, exposição química crónica, degradação lenta de fornos e mobília.

Horário. Quatro segundas-feiras, 1, 8, 15 e 22 de fevereiro de 2027, das 10h00 às 13h00.

Conteúdos

  • O risco invisível: exposição crónica versus acidente; o atelier como ambiente de trabalho
  • Matérias-primas e química: ler rótulos e fichas de segurança; matérias que exigem cuidados especiais
  • Proteção individual: máscara de partículas, luvas, proteção ocular e facial, vestuário de atelier, higiene
  • Ergonomia e riscos físicos: postura na roda, ao amassar e na movimentação de cargas; riscos térmicos, elétricos e de ruído
  • Organização do espaço: circulação, vias de evacuação, armazenamento e rotulagem de matérias-primas
  • Limpeza como procedimento técnico: nunca varrer a seco; limpeza húmida, aspiração adequada, registo
  • Águas de atelier e decantação: caixa de decantação, dimensionamento, manutenção e esvaziamento
  • Reciclagem de argila: ciclo completo, separação por argila e temperatura, contaminantes irreversíveis
  • Mobília refratária: placas, prumos, kiln wash, limpeza, empeno e critério de retirada de serviço
  • Manutenção de fornos (nível utilizador): anatomia do forno elétrico e inspeção pré-cozedura
  • Emergência e documentação: extintor, primeiros socorros, cortes gerais de energia e água, contactos afixados
M7Roda de Oleiro I12 sessões · 36 hfev – mar · bloco intensivo · manhã e tarde

Objetivo. Construir a base técnica da roda de oleiro: centragem, cilindro, taça e recorte, com consistência mensurável.

Horário. Bloco intensivo às quartas e sextas, de manhã e de tarde: 17, 19, 24 e 26 de fevereiro e 3 e 5 de março de 2027, num total de seis dias e doze sessões.

Conteúdos

  • Preparação da argila: amassamento em espiral e em cabeça de touro
  • Centragem, abertura e subida de paredes
  • O cilindro como forma-mãe
  • Taças e tigelas: a curva interior; pratos pequenos
  • Recorte (aparo): pés, espessuras, ferramentas
  • Asas e pegas: puxadas e aplicadas
  • Série de repetição: dez peças iguais, por medida
  • Diagnóstico de erros: descentragem, paredes desiguais, colapsos
  • Processo criativo no trabalho de roda
M10Moldes de Gesso I6 sessões · 18 hmai – jun

Objetivo. Executar moldes simples de gesso e reproduzir formas por prensagem, preparando o ciclo completo de reprodução que o Ano 2 aprofunda.

Conteúdos

  • Gessos cerâmicos: tipos, relação água/gesso, mistura e vazamento
  • Do modelo ao molde: preparação, isolantes, cofragens
  • Molde de uma peça e de duas peças: linhas de apartação e chaves
  • Acabamento, secagem e conservação de moldes
  • Prensagem em molde (press-molding)
  • Enchimento de moldes com barbotina: testagens primárias
  • Preparação de barbotinas

Módulos transversais

sextas e segundas · 12 sessões · 37 h
M1Projeto · transversal7 sessões · 22 hout – mai · sextas

Objetivo. Definir e conduzir um projeto pessoal que enquadre toda a produção e todos os ensaios, convertendo a prática numa investigação com direção própria em vez de uma sequência de exercícios isolados.

Horário. Sete sextas-feiras: 16 e 30 de outubro, 13 de novembro, 15 de janeiro, 5 de fevereiro, 16 de abril e 14 de maio, das 10h00 às 13h00. A 15 de janeiro é a sessão de Criatividade, com Alberto Bustos, das 10h00 às 14h00.

Conteúdos

  • Por que existe um projeto: o projeto como filtro de decisão
  • Anatomia do enunciado: tema, questão de trabalho, constrangimentos, critérios de sucesso
  • Investigação e referências: tradição portuguesa (azulejaria, olaria alentejana, Caldas, Barcelos), cerâmica contemporânea, fontes não cerâmicas
  • Plano de ensaios ao serviço do projeto; critério de paragem
  • Série, variação e repetição
  • Criatividade: sessão com o artista convidado Alberto Bustos
  • Planeamento de produção: cronograma inverso, fornadas, prateleira, custo
  • Edição e descarte; crítica e apresentação
  • Autoria, referência e apropriação; documentação final
M4Desenho, Documentação e Portefólio5 sessões · 15 hout – jun · sextas e segundas

Objetivo. Dar ao aluno as ferramentas de projeto e de documentação que sustentam o percurso e tornam o trabalho legível para terceiros.

Horário. Cinco sessões: 16 de outubro de 2026, das 14h00 às 17h00; 18 e 25 de janeiro, 19 de abril e 7 de junho de 2027, das 10h00 às 13h00.

Conteúdos

  • Desenho para ceramistas: perfil, secção, escala; do esboço à peça
  • Desenho técnico simples: vistas, cortes, proporção e medidas
  • Caderno de projeto: referência visual e desenvolvimento de ideias
  • Fotografia de peça: luz natural e contínua, fundos neutros, escala, edição mínima
  • Nomenclatura de ficheiros e arquivo físico de amostras
  • Portefólio: seleção, sequência e legendas técnicas

Ano 2 — Formulação, fogo e obra

out 2027 – jun 2028 · 324 h
ComponenteSessõesHorasCalendário
Sessões lecionadas presenciais62186 hsegundas e quartas
Módulos transversais1442 hhorário próprio
Atelier livre3296 hsextas-feiras
Total Ano 2108324 hout 2027 – jun 2028

1.º período — Produção avançada

out – jan · 28 sessões · 84 h
M11Construção Manual II6 sessões · 18 hout – nov

Objetivo. Dominar a construção manual em técnicas mistas e avançadas, e construir peças de maior escala e complexidade volumétrica com controlo do material em secagem e cozedura.

Conteúdos

  • A técnica ao serviço da forma: critério de escolha entre rolo, placa, pinch e maciço
  • Gomos e recortes; costuras limpas
  • Rolo em escala: construção em altura ao longo de várias sessões
  • Gabaritos, moldes de apoio e suportes sacrificiais
  • Juntas entre estados de humidade diferentes
  • Estrutura e escala: espessura de parede, balanço, nervuras; o forno como constrangimento
  • Volumes fechados: fecho, esvaziamento, ventilação obrigatória
  • Alteração e deformação controlada
  • Superfície integrada na construção: texturização, relevo, incisão, engobes em couro
  • Secagem de peças complexas; defeitos, sintoma, causa e prevenção
M12Roda de Oleiro II · formas compostas e grande formato8 sessões · 24 hout – dez

Objetivo. Aperfeiçoar o domínio técnico do trabalho na roda de oleiro: formas compostas, tampas, bicos e grande formato.

Conteúdos

  • Formas compostas: garrafas e jarros; bico, asa e equilíbrio
  • Tampas: tipologias, galerias e tolerâncias
  • Grande formato: por secções e coil-throwing
  • Alteração da forma na roda de oleiro: facetado, oval, corte e reconstrução
  • O bule como prova de domínio técnico: corpo, bico que verte, tampa que encaixa, asa proporcionada
  • Produção eficiente: peso, medida e ritmo
M13Moldes e Prototipagem · enchimento por barbotina8 sessões · 24 hnov – jan

Objetivo. Dominar o ciclo completo de reprodução: do modelo ao molde de múltiplas partes e à pequena série por enchimento.

Conteúdos

  • Teoria da defloculação: silicato de sódio, Dolapix; densidade, viscosidade e litro-peso
  • Formulação de barbotina de enchimento a partir da argila
  • Do desenho ao modelo: modelação e torneamento de gesso; modelos impressos em 3D como madre
  • Moldes de múltiplas partes; madres e replicação de moldes
  • Enchimento: tempos de formação de parede, esvaziamento, desmoldagem, acabamento
  • Pequena série de 6 a 12 peças iguais; controlo de qualidade
M14Argilas e Pastas Cerâmicas II6 sessões · 18 hnov – jan

Objetivo. Formular e trabalhar argilas especiais para exigências técnicas e expressivas específicas, como translucidez, cor no corpo, choque térmico e grande formato, diagnosticando e corrigindo os defeitos que lhes são próprios.

Conteúdos

  • Porcelanas: limites de plasticidade, translucidez, deformação piroplástica
  • Argilas coradas: nerikomi e neriage; argilas pretas
  • Argilas para raku e choque térmico; argilas refratárias
  • Chamotes e grande formato
  • Fichas técnicas de matérias-primas; substituição entre fornecedores
  • Defeitos: laminação, explosões, deformação piroplástica

2.º período — Química e fogo

jan – abr · 22 sessões · 66 h
M15Química de Vidrados II · formulaçãomódulo-assinatura14 sessões · 42 hjan – abr

Objetivo. Formular vidrados de raiz com a fórmula unitária, dominar o desenho experimental e construir uma paleta pessoal documentada. É o módulo-assinatura do programa.

Conteúdos

  • Fórmula unitária (Seger) na prática: cálculo manual e software (Glazy)
  • Limites de Seger por temperatura: interpretar e desenhar dentro dos limites
  • Blends triaxiais e biaxiais: desenho experimental e leitura de resultados
  • Substituição de matérias-primas: fritas, boratos e alternativas no mercado nacional
  • Famílias de vidrados: celadon, tenmoku, shino, vidrados de cinza, mates de magnésio, microcristalinos, cristalinos
  • Corantes e opacificantes: zircónio, estanho, rutilo e as suas interações
  • Vidrados de uso alimentar: estabilidade, lixiviação, boas práticas e testes
  • Defeitos e correção: crazing, shivering, pinholing, blistering, crawling
  • Utilização crítica de bases de dados públicas de vidrados
  • Paleta pessoal: dez vidrados de assinatura com ficha UMF completa
M16Cozeduras Avançadas8 sessões · 24 hfev – abr

Objetivo. Compreender e conduzir cozeduras em diferentes atmosferas e métodos, incluindo o gás em redução.

Conteúdos

  • Atmosfera: oxidação versus redução; efeitos no corpo e no vidrado
  • Redução em forno a gás: condução, contrapressão, leitura de cones; celadons, tenmokus, vermelhos de cobre
  • Raku ocidental: fornos, segurança, pós-redução; craquelê e fumados
  • Cozeduras alternativas: serrim e obvara
  • Sal, soda e lenha: química do sódio, wadding, tipologias de forno (teoria; cozedura externa quando possível)
  • Monocozedura versus bicozedura; eficiência energética e custo por cozedura

3.º período — Projeto e profissão

abr – jun · 26 sessões · 78 h
M17História e Cerâmica Contemporânea4 sessões · 12 habr – mai

Objetivo. Situar a prática de cada aluno na história da cerâmica e no discurso contemporâneo.

Conteúdos

  • Panorama global: China, Japão e Coreia (porcelana Song, mingei, anagama); mundo islâmico e azulejo; maiólica, Delft, porcelana europeia
  • Património português: olaria regional, azulejaria, Bordalo Pinheiro, Caldas da Rainha, barro negro
  • Séculos XX e XXI: Leach e Hamada, Lucie Rie, Hans Coper, Voulkos; a cerâmica na arte contemporânea
  • Leitura crítica de obra e escrita de statement
M18Cerâmica Digital · modelação, impressão 3D e prototipagem6 sessões · 18 habr – jun

Objetivo. Integrar as ferramentas digitais no processo cerâmico como meio de conceção, precisão e reprodução, dominando o percurso completo do modelo tridimensional até à peça cozida, e situando criticamente o lugar da máquina numa disciplina em que a mão continua a ser o instrumento de decisão.

Conteúdos

  • O digital no circuito cerâmico: precisão, repetibilidade, geometrias impossíveis à mão, iteração barata; o digital como meio, não como assinatura
  • Modelação paramétrica: esboço, cotagem, revolução, extrusão, casca, chanfro e concordância
  • Modelação orgânica: escultura digital, malhas, subdivisão, deformação e relevo
  • Desenhar para o molde: ângulo de saída, contra-saídas, linha de apartação, espessura de parede, pé e assento
  • Retração e escala: cálculo do fator de ampliação a partir da retração total medida
  • Do ficheiro à máquina: anatomia da impressora de filamento e diagnóstico das falhas correntes
  • Do modelo ao molde: matriz impressa, caixa de molde, vazamento, desmoldagem, secagem; avaliação da fidelidade
  • Superfície por via digital: carimbos e matrizes impressos, moldes de sprig, corte laser para estêncil, decalcomanias cerâmicas
  • Extrusão direta de pasta: como funciona uma impressora de argila; avaliação do investimento para um atelier pequeno
  • Autoria e reprodutibilidade: original, edição, múltiplo e cópia; repositórios abertos, licenciamento e ficheiros de terceiros
M19Prática Profissional4 sessões · 12 habr – mai

Objetivo. Preparar a transição para a prática profissional: custos, preços, canais e candidaturas.

Conteúdos

  • Montar um atelier: investimento, layout, segurança e licenciamento (noções)
  • Preço de custo e preço de venda: materiais, tempo, cozeduras e margem
  • Canais: galerias, feiras, loja online e encomendas por medida
  • Presença digital e fotografia comercial
  • Fiscalidade essencial para ceramistas em Portugal (visão geral)
  • Candidaturas: residências, prémios e open calls
M20Projeto Final Autoral12 sessões · 36 h + atelierabr – jun

Objetivo. Desenvolver um corpo de trabalho coerente com fundamentação técnica própria, apresentado em exposição pública.

Conteúdos

  • Metodologia de projeto, em continuidade com o enunciado definido em M1
  • Desenvolvimento de um corpo de trabalho coerente (8 a 15 peças)
  • Dossiê técnico do projeto: argilas, vidrados e cozeduras próprios
  • Montagem de exposição: curadoria, montagem e comunicação
  • Apresentação pública e defesa perante júri (docentes e convidado externo)
No fim do Ano 1

Certificado de Fundamentos Técnicos em Cerâmica

Avaliação contínua, baseada em evidências: o dossiê técnico, o portefólio de peças e as provas práticas de cada módulo, como a série de repetição na roda de oleiro, o vidrado formulado funcional e o molde operacional.

No fim do programa

Certificado de Cerâmica Técnica e Artística

Acompanhado do dossiê técnico e do portefólio. O Projeto Final Autoral é apresentado em exposição pública e defendido perante um júri composto pelos docentes e por um convidado externo.

Calendário da 1.ª edição

duas sessões de folga por ano
seg, 12 out 2026Início do Ano 1
17 – 31 dez 2026Pausa de Natal
30 mar – 1 abr 2027Pausa da Páscoa
21 – 25 jun 2027Exposição de final de Ano 1
sex, 25 jun 2027Fim do Ano 1
out 2027 – jun 2028Ano 2
jun 2028Exposição final e entrega de certificados
Provetes de vidrado dispostos em pirâmide
Provetes de vidradoM8 · M15
Provetes · Investigação

Investigação como linguagem.

Misturar. Testar. Registar. Conhecer a matéria é abrir possibilidades infinitas.

O laboratório
Instalações

Um espaço para criar, experimentar e partilhar.

As aulas decorrem em dois espaços: o atelier da Desvio Ceramics, em Cascais, e o atelier da Ceramista Shop, em Oeiras, ambos equipados com bancadas, rodas de oleiro e fornos. Os módulos de Química de Vidrados I e de Cor e Superfície decorrem em Cascais; todos os outros em Oeiras. Todos os materiais e ferramentas do programa estão incluídos.

Visitar
Atelier da Desvio Ceramics: forno elétrico com peças e estantes
Desvio Ceramics · CascaisAtelier
Atelier da Desvio Ceramics: mesa de trabalho com ferramentas e tornos de mesa
Desvio Ceramics · CascaisAtelier
Atelier da Ceramista Shop: mesas de trabalho, candeeiros e forno
Ceramista Shop · OeirasAtelier
Atelier da Ceramista Shop: forno elétrico e estantes de materiais
Ceramista Shop · OeirasAtelier
Atelier da Ceramista Shop: entrada com estantes de ferramentas
Ceramista Shop · OeirasAtelier
Desvio Ceramics · Cascais

Alameda da Guia 190A
2750-398 Cascais

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Ceramista Shop · Oeiras

Av. Embaixador Assis Chateaubriand 47
2780-198 Oeiras

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Mãos a esculpir um modelo de gesso sobre a bancada
Equipa

Pessoas que inspiram.

Uma equipa de profissionais com experiência no ensino, na prática e na investigação cerâmica. Os restantes formadores da 1.ª edição serão apresentados em breve.

Conhecer a equipa
Formadores

Helena Brízido

Ceramista e professora, nascida em Moçambique, formada no Ar.Co, onde leciona desde 2014, e fundadora do Artestoril. Trabalha em grés e porcelana, com uma investigação centrada no tratamento de superfície.

Biografia completa

Helena Brízido nasceu em Moçambique e iniciou o seu percurso artístico em São Paulo, em 2005. Formou-se em cerâmica no Ar.Co, entre 2008 e 2012, onde ganhou uma bolsa no primeiro ano de projeto e onde leciona desde 2014. Foi convidada como docente para o workshop de John Evans em 2013. É fundadora do Artestoril, no Estoril, o atelier onde desenvolve e ensina o seu trabalho.

A sua formação especializou-se por via de mestres internacionais: vidrados com Manuel Keller, em Madrid; raku alternativo com Eduardo Lazo, em Itália, e com John Evans, em Inglaterra; moldes de gesso com Sasha Wardell; e cerâmica arquitetónica com Peter King.

Trabalha em grés e porcelana, com técnicas mistas e cozedura de redução a alta temperatura, e uma investigação centrada no tratamento de superfície. A matéria que procura está quase toda fora da cerâmica: as cores térreas das falésias, a madeira envelhecida, o ferro e o cobre oxidados, a rocha erodida, as patines que o tempo deposita sobre as coisas. São todas marcas de tempo, e é no fogo, em cozeduras sucessivas, que ela as fixa, muitas vezes até ao ponto em que deixa de ser evidente de que material a peça é feita.

Expôs individualmente na Galeria AZ, em Lisboa, na Escola de La Moncloa, em Madrid, e na Galeria Quadras Soltas, no Porto. Participou em coletivas no Mosteiro dos Jerónimos, no Museu da Cidade, no Palácio das Galveias e na Galeria da Quintinha.

Sobre o seu trabalho, escreve: «Trabalhar objetos de arte com argila torna-se revolucionário e transgressor. A minha mão, enquanto ceramista, procura ainda hoje encontrar um lugar nesta dualidade entre a arte, reconhecida, e o artesanato, desprezado. É com esta alquimia, da arte da terra e do fogo, que tento reproduzir uma linguagem contemporânea. Convenço-me que encontrei na argila uma ligação cósmica onde eu e o universo fazemos parte da mesma vida.»

Alberto Bustos

Ceramista autodidata, nascido em Valladolid em 1972, membro da Academia Internacional de Cerâmica. Modela à mão paisagens vegetais em grés e porcelana e dá masterclasses em mais de vinte países.

Biografia completa

Alberto Bustos nasceu em Valladolid, em 1972, e trabalha em Tarragona. É autodidata: chegou à cerâmica por acaso, através de um curso, e construiu sozinho, ao longo de mais de vinte anos, as técnicas que hoje o distinguem. Integra a Academia Internacional de Cerâmica e foi distinguido como Honorable Master na China.

Modela exclusivamente à mão, sem qualquer meio mecânico. A técnica que desenvolveu, a que chama lanzamiento, produz filamentos de secção muito fina, planos ou geométricos, que monta um a um até formar as suas paisagens vegetais em grés e porcelana. Aplica pigmentos e vidrado sobre a argila ainda húmida, o que lhe permite cozer em monocozedura e continuar a modelar até ao último instante.

Em 2014 venceu o 34.º Concurso Internacional de Cerâmica de l'Alcora e o Prémio Ciudad de Valladolid. Recebeu ainda o primeiro prémio do MAGRAMA, o segundo da Bienal de Talavera de la Reina e o Prémio do Público da Bienal de Esplugues. Expôs individualmente no Museu de Cerâmica de l'Alcora e participou em coletivas no Museo Nacional de Cerámica de Valência, no Museu do Design de Barcelona, no Keramikmuseum Westerwald, no Museu Nacional da Eslovénia e na Bienal de Arte Cerâmica Contemporânea de Roma. Trabalhou em simpósios internacionais na Tunísia, no Egito, na Letónia, no Japão e na China.

Desde 2014 dá workshops e masterclasses em mais de vinte países. Sobre isso diz apenas: «Quando comecei a ensinar percebi que gosto deste lado didático e pedagógico, aprendo muito e adoro fazê-lo.»

Sobre o seu trabalho, escreve: «Autodidata como sou, nunca sonhei que a minha paixão pela cerâmica se tornasse o meu modo de vida e me desse este sentido. Talvez tenha sido a atração inata pela natureza que me empurrou para o chão, para me fundir com a terra, a nossa verdadeira essência. Através da natuRareza mergulho na psique vegetal para me ligar aos seus sentimentos atormentados, resultado direto da degradação do ambiente que nós, humanos, habitualmente causamos. A minha esperança é que as minhas peças toquem quem as vê e nos inspirem a reverter o mal que estamos a infligir a nós próprios.»

«Liberdade, a minha técnica mais depurada.»

Luciana Cravo

Ceramista a tempo inteiro há mais de dez anos, formada no Ar.Co. Especializou-se em construção manual e tratamento de superfície e fundou o Atmosfera 21, o seu atelier em Lisboa.

Biografia completa

Luciana Cravo trabalha em cerâmica a tempo inteiro há mais de dez anos. Formou-se em Cerâmica no Ar.Co, em Lisboa, e desde então tem-se especializado em construção manual e tratamento de superfície com ceramistas como Rebecca Appleby, James Oughtibridge, Craig Underhill, Paul Wearing, Alberto Bustos e Juan Ortí, e em química de vidrados com Linda Bloomfield.

Antes da cerâmica, fez um mestrado em Psicologia Social e das Organizações na London School of Economics e licenciou-se em Psicologia na Universidade de Lisboa, um percurso que se reconhece na atenção que dá ao gesto e ao modo como cada pessoa aprende.

Expôs em Lisboa, Sintra, Setúbal, Oeiras, Londres, Veneza e Goiânia. Ensina desde 2021 e fundou em 2022 o Atmosfera 21, o seu atelier em Lisboa.

Sobre o seu trabalho, escreve: «O meu trabalho nasce do diálogo entre a natureza e as minhas mãos. A natureza não é apenas inspiração: entrega-me a sua energia indomável, e eu procuro transmitir essa força diretamente ao barro, matéria viva, capaz de guardar memórias.»

Laura Oliveira

Ceramista formada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde frequenta o Mestrado em Escultura. Formula pastas e vidrados a partir das matérias-primas, com disciplina de laboratório.

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Laura Oliveira, conhecida por Lu, chegou à cerâmica durante a licenciatura em Pintura, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. A partir daí foi procurando as técnicas onde a matéria se impõe: a pintura de azulejo tradicional português, na 3 Pereira, na Golegã, e a olaria, através do Programa de Artistas Emergentes, no Atelier Retiro, em Guimarães. Frequenta atualmente o Mestrado em Escultura na mesma faculdade, onde o seu estudo se reparte entre o vidro e a cerâmica.

O seu trabalho começa antes da forma. Começa no balde, na balança e na barra de retração. Interessa-lhe a argila enquanto composição, o que a torna plástica, quanto encolhe do verde ao cozido, a que temperatura deixa de ser barro e passa a ser cerâmica, e por isso parte das matérias-primas em vez de partir do saco fechado. Formula pastas e vidrados, mede o que acontece, regista e repete com uma variável mudada de cada vez. É dessa disciplina de laboratório que nasce a parte menos previsível do processo: a procura de pastas e de superfícies que ainda não existem, ou que existem apenas naquele ensaio e naquela cozedura. O que corre mal não é acidente a corrigir, é informação, e é muitas vezes o ponto de partida da peça seguinte.

Expôs em Mousa (2022), Anamnese II (2023), Da Minha Terra (2025) e Não há mapa para quem está a ser caminho (2026).

João Catarino

Ilustrador e professor de Desenho, licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Colabora com o Público e tem o desenho de viagem no centro do trabalho. Ensina no Ar.Co, na ESAD das Caldas da Rainha e em Belas-Artes.

Biografia completa

João Catarino nasceu em Lisboa, em 1965. É licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, e completou a formação com o Curso de Desenho do Ar.Co e o Curso de Cinema de Animação do CITEN, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Trabalha sobretudo em ilustração, para jornais, revistas e televisão. Colabora regularmente com o Público, onde durante anos ilustrou as crónicas de Lisboa e a Semana Ilustrada.

O desenho de viagem é o centro do seu trabalho. Está representado em livros nacionais e internacionais sobre diários gráficos e cadernos de viagem, e apresenta esse trabalho em escolas, universidades, instituições e galerias. Foi formador em vários simpósios internacionais dos Urban Sketchers. É autor do livro EN2 e coautor de «Diário de Viagem em Lisboa» e «Tanto Mar».

Ensina há muitos anos. É professor de Desenho no Ar.Co, professor de Design e Ilustração na ESAD das Caldas da Rainha e professor assistente convidado de Desenho e Ilustração na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde é também monitor do Curso Livre de Ilustração. Foi monitor dos Cursos Livres de Ilustração na Gulbenkian.

Retrato de Célia Macedo
Foto: António Lopes FotografiaM5 · Segurança e Manutenção do Atelier

Célia Macedo

Oleira e artesã certificada, com atelier próprio em Montemor-o-Novo. Doutorada em Arquitetura pela Oxford Brookes University, com experiência de formação em cerâmica e olaria no IEFP e CEARTE. Fundadora do projeto Célia Macedo Ceramics® e autora com foco em temas ligados à prática artesanal contemporânea.

Biografia completa

Célia Macedo é oleira e artesã certificada, e vive e trabalha em Montemor-o-Novo, no Alentejo. Dedica-se há seis anos à olaria contemporânea de roda, aliando técnica apurada, funcionalidade e apelo estético. Traz para a argila o rigor de uma carreira em arquitetura e investigação académica entre Portugal e o Reino Unido, onde se doutorou pela Oxford Brookes University. A esse rigor junta uma aprendizagem longa e exigente junto de mestres oleiros, na essência da tradição.

O seu trabalho está presente em restaurantes de alta cozinha e com estrela Michelin. Propõe uma nova presença para formas ancestrais, sem as diluir, e afirma o lugar do feminino numa arte de tradição masculina. Assente na sustentabilidade e em práticas locais, tem no «saber bem fazer» o verdadeiro mote para a criação. Foi finalista dos Prémios Cargaleiro em 2026 e do Prémio Nacional de Artesanato em 2021 e 2025.

Deu formação de cerâmica e olaria no IEFP e CEARTE e desenvolve investigação de pós-doutoramento na Universidade de Évora sobre cerâmica utilitária contemporânea e políticas culturais. Escreve regularmente sobre a prática artesanal contemporânea, no P3 do Público e no seu Substack, studio life by Célia Macedo. Aborda a profissionalização, a sustentabilidade económica e os desafios de construir uma prática de atelier, cruzando a experiência de quem vive do artesanato com uma reflexão crítica sobre o seu lugar no mundo contemporâneo.

Ana Felipe Royo

Artista plástica nascida em Madrid, diplomada em cerâmica pela Escola Superior de Design e Arte de Valência. Vive numa casa-atelier em Villanueva de Huerva, Saragoça, e há quase quarenta anos que divide o atelier com a investigação e o ensino.

Biografia completa

Ana Felipe Royo nasceu em Madrid, em 1965. É artista plástica, diplomada na especialidade de cerâmica pela Escola Superior de Design e Arte de Valência, onde estudou com Enrique Mestre. Formou-se desde a infância em Saragoça, nos ateliers de Serrate e de José Luis Cano, e começou os estudos na Escola de Artes da cidade antes de se mudar para Valência. Tem formação alargada noutras disciplinas: pintura, fotografia, escultura e gravura.

Em 1988 participou no seminário com David Leach, em Muel, e recebeu uma bolsa para o Seminário de Estudos Cerâmicos de Sargadelos, onde trabalhou com Arcadio Blasco e Vilma Villaverde. No início dos anos 90 entrou na gravura pelo atelier do coletivo Antxesaleak, na Biscaia, e aprendeu serigrafia cerâmica com José Mª Sáez de Ocáriz, em Bilbau. Completou mais tarde a formação em gravura com Monir e Julio León, no atelier Antonio Saura de Fuendetodos, e em litografia com Silvia Pagliano, na Escola de Artes de Saragoça.

Trabalhou como artista criativa e fotógrafa para editoras como a RBA, a Altaya, a Planeta e a Orbis. Vive e trabalha numa casa-atelier em Villanueva de Huerva, em Saragoça, com espaços para as três disciplinas que alterna há anos: gravura, cerâmica e fotografia. Expôs individual e coletivamente em salas, galerias e museus de Espanha, do Japão, de França, da Alemanha, de Marrocos, dos Estados Unidos e da Colômbia. Nunca lhe interessou concorrer a prémios.

Há quase quarenta anos que divide o trabalho de atelier com a investigação e o ensino. Deu cursos na Escola-Oficina de Cerâmica da Deputação de Saragoça, em Muel, na Fundação Miró de Palma de Maiorca, na Escola Industrial de Barcelona, na Escola de Cerâmica da Moncloa, em Madrid, na Escola de Cerâmica de La Bisbal, nas Escolas de Design e Artes de Tortosa, Castellón e Saragoça, na Universidade do Tolima, na Colômbia, e na Associação da Galiza para o Artesanato. Há uma década que ensina todos os anos no mestrado «Cerâmica e Função», do departamento de escultura de Belas-Artes de Bilbau. Foi mestra e programadora do Atelier de Gravura Antonio Saura, da Fundação Fuendetodos-Goya, onde organizou cursos de iniciação e seminários de especialização.

Juan Ortí García

Ceramista nascido na Corunha em 1974, membro da Academia Internacional de Cerâmica. Seis distinções na Bienal Internacional de Cerâmica de Manises, incluindo o primeiro prémio em 2024.

Biografia completa

Juan Ortí García nasceu na Corunha em 1974 e formou-se em cerâmica na Escuela de Artes y Oficios de Valencia, entre 1996 e 2001, concluindo o projeto final na Universidade da Lapónia, em Rovaniemi, com uma bolsa Erasmus. Integra a Academia Internacional de Cerâmica, com sede em Genebra.

O seu percurso é indissociável da Bienal Internacional de Cerâmica de Manises, onde foi distinguido seis vezes ao longo de duas décadas, do Prémio Ciudad de Venissieux em 2003 ao primeiro prémio em 2024. Recebeu também o Prémio L'Alcalatén no Concurso Internacional de l'Alcora, o Prémio Ciutat d'Esplugues e distinções no CERCO de Saragoça e na Bienal do Vendrell.

Trabalhou em simpósios e residências artísticas em Gmunden, na Áustria; em Oberá, na Argentina; em Santiago do Chile; no Centro Nacional de Cerâmica de Sidi Kacem Jélizi, na Tunísia; no Goseong International Raku Festival, na Coreia do Sul; e em Deidesheim, na Alemanha, onde regressa regularmente desde 2015. Na China, foi artista residente no Museu FLICAM de Fuping, no programa JAEA de Jingdezhen e no workshop Blanc de Chine de Dehua.

Expôs individualmente no Palau de la Música de Valência, na Fundación Laxeiro em Vigo, no Museu de Albarracín, no Piramidón Centre d'Art Contemporani de Barcelona, na galeria Modern Shapes de Antuérpia e, em 2026, no Museu MUMAC de Manises. A sua obra integra as coleções do Museo Nacional de Cerámica González Martí, do Musée Magnelli de Vallauris, do Danmarks Keramikmuseum Grimmerhus, do Keramikmuseum Gmunden, do HUA Art Museum de Shenzhen, do Museum Neunkirchen e da State Art Collection of Ireland, entre mais de vinte coleções públicas e privadas.

Adma Corá

Ceramista há mais de 35 anos, no Espaço Adma Corá, em Porto Alegre, no Brasil. A cor é o seu campo de investigação: estuda óxidos e corantes e ensina no atelier e em cursos online.

Biografia completa

Adma Corá é ceramista há mais de 35 anos e trabalha no Espaço Adma Corá, em Porto Alegre, no Brasil. Começou na cerâmica como forma de aliviar a tensão e, em 1999, a paixão tornou-se profissão. Mantém um atelier onde dá aulas e produz peças por encomenda e para a sua loja, com envio para todo o país.

O seu trabalho atravessa o utilitário, o decorativo e a peça de autor, e tem na cor o seu campo de investigação. Estuda em profundidade os óxidos e os corantes, e é desse trabalho continuado que nascem as suas linhas, como a Cobalto e a Terra Azul, em que a mesma matéria é levada a dar respostas diferentes.

Ensina no atelier e em cursos online, acompanhando ceramistas espalhados por todo o Brasil. Procura aproximar a técnica da cerâmica da vida das pessoas e criar um ambiente aberto à troca e à aprendizagem.

Flavia Pircher

Ceramista, artista visual e investigadora, mestre em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo. Mais de vinte anos de cerâmica e de ensino, com investigação em impressão e transferência de imagem.

Biografia completa

Flavia Pircher é ceramista, artista visual e investigadora. É mestre em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo, com especializações pela Universidade Estadual de Campinas e pela Universidad Nacional de las Artes, e tem ainda formação em Pedagogia, com especialização em administração e coordenação escolar. Depois de dezassete anos na educação formal, dedica-se há mais de vinte e dois anos à cerâmica e ao seu ensino.

A sua investigação centra-se nos processos de impressão e transferência de imagem na cerâmica, articulando técnica, linguagem e identidade.

Expôs na Bienal da América Latina, na Argentina, na Galeria La Pigna, no Vaticano, no Carrousel du Louvre, em Paris, no Museu Nacional de Menemen, na Turquia, e no Templo da Poesia, em Oeiras. Participou em residências artísticas no Japão, na Áustria, em Taiwan e no Chile, e foi artista convidada no festival de cerâmica da Turquia.

Apresentou trabalho em cinco edições do Contaf, o Congresso Brasileiro de Cerâmica, coordenou cozeduras em praça pública no Festival de Cerâmica de Cunha e foi selecionada dois anos consecutivos para a NCECA, o congresso norte-americano de cerâmica. Em 2025 foi artista convidada do Lufapo-Hub, em Coimbra, e integrou o Oeiras CeramicArt como embaixadora, em representação do congresso internacional de cerâmica.

Recebeu a Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Vinhedo e foi selecionada para integrar o livro Circuito das Frutas, organizado pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.

Mantém o canal Flavia Pircher no YouTube, onde partilha conhecimento técnico sobre cerâmica. Fá-lo por convicção: o saber só tem valor quando é partilhado, e o acesso à informação devia estar ao alcance de quem quiser aprender.

Duarte Galo

Designer de produto e ceramista em Azeitão, formado em Design Industrial na ESAD, nas Caldas da Rainha. Trabalhou no desenvolvimento de produto em empresas de cerâmica de Alcobaça e fundou a Duarte Galo Ceramics em 2021. Toda a sua produção passa pelo molde.

Biografia completa

Duarte Galo é designer de produto e ceramista, e trabalha em Azeitão. Toda a sua produção passa pelo molde. É a partir dele que desenha, prototipa e repete, e é essa a lógica que atravessa o trabalho: da ideia ao modelo, do modelo ao molde, do molde à série.

Formou-se em Design Industrial na ESAD, nas Caldas da Rainha, e foi a vontade de conhecer melhor os materiais que o levou à cerâmica. Especializou-se no CENCAL, com o curso de técnico especialista em Cerâmica e Vidro, nas Caldas, e formação avançada em vidrados e corantes, em Alcobaça. Trabalhou depois no desenvolvimento e criação de produto na JB Ceramics e foi designer de cerâmica na Coroa – Arte e Cerâmica, ambas em Alcobaça, onde o molde é a base da produção. Desenhou também joalharia na ACIUM, entre Cascais e Lisboa.

Fundou a Duarte Galo Ceramics em 2021, onde faz peças decorativas e utilitárias em que a forma e a cor vivem em conjunto. É esse o seu tema: o equilíbrio entre a cor e a forma, afinado peça a peça. Trabalha em SolidWorks e AutoCAD, o que lhe permite levar o desenho técnico até ao modelo e ao molde sem intermediários.

Admissões

Começa aqui o teu percurso.

Candidaturas abertas para a 1.ª edição. O Ano 1 começa a 12 de outubro de 2026.

Saber mais
20261.ª edição
Condições

Uma turma fixa por edição.

As inscrições encerram quando a turma estiver completa.

O que está incluído

  • Acesso ao ateliernos horários do programa
  • Todos os materiaisdefinidos pelos formadores
  • Ferramentas e utensíliospara todo o percurso
  • Cozedurasdas peças curriculares, dentro da quota estabelecida
  • 10 % de descontopermanente na Ceramista Shop durante a frequência
  • Biblioteca técnicada escola

Propinas e pagamento

  • Inscrição anual160 € + IVA (196,80 €), paga no ato de inscrição. Não é reembolsável.
  • Seguro escolar15 € + IVA por ano, obrigatório, pago com a inscrição.
  • Propina anual3.050 € + IVA, ou em 9 prestações de 338,89 € + IVA (416,83 €), de outubro a junho, a vencer no dia 8 de cada mês.
  • Pronto pagamento2.745 € + IVA, com 10 % de desconto, pago na inscrição.

As prestações pagam-se por débito direto ou transferência bancária. Prestações pagas depois do dia 8 têm um acréscimo de 10 %. IVA à taxa legal em vigor (23 %).

Desistência e devoluções

  • Até 10 dias antes do inícioDevolução de 100 % da propina paga.
  • Até ao início das aulasDevolução de 75 % da propina paga.
  • Até 15 dias depois do inícioDevolução de 50 % da propina paga.
  • Depois dissoSem devolução.

A desistência comunica-se por escrito, com 30 dias de pré-aviso. A inscrição e o seguro não são devolvidos. Se a turma não abrir, devolve-se tudo o que foi pago.

Assiduidade e certificado

  • Presença mínima75 % das horas de cada módulo. Pode faltar até um quarto.
  • Abaixo de 75 %Certificado de frequência com os módulos concluídos, em vez do certificado do programa.
  • Atelier livreAcesso opcional. Não conta para a assiduidade.

Como funciona

  1. Pede informaçãoEscreve-nos com o teu percurso em cerâmica, mesmo que seja nenhum, e o que procuras. Enviamos o programa completo e as condições.
  2. Conversa com a equipaUma conversa curta para confirmar que o horário e o ritmo de dois anos fazem sentido para ti: manhãs de segunda, quarta e sexta, e a semana de 4 a 8 de janeiro a tempo inteiro.
  3. Reserva o lugarEnvia a ficha de inscrição preenchida, com a carta de motivação e os documentos, e paga a inscrição. As inscrições fecham quando a turma estiver completa. O Ano 1 começa a 12 de outubro de 2026.
Posso fazer só o Ano 1?

O programa foi desenhado como um percurso de dois anos, e a turma progride junta. Quem conclui o Ano 1 recebe o Certificado de Fundamentos Técnicos em Cerâmica; o Certificado de Cerâmica Técnica e Artística é atribuído no fim do programa completo.

Quantas horas por semana são?

Na maior parte do ano, nove horas de aula: segunda, quarta e sexta, das 10h00 às 13h00. À quinta, o atelier está aberto para trabalho pessoal, sem presença obrigatória. Algumas semanas têm mais. A de 4 a 8 de janeiro, com o bloco de Química de Vidrados I, tem 35 horas. As três semanas de Roda de Oleiro I, entre 17 de fevereiro e 5 de março, têm doze.

Preciso de comprar materiais ou ferramentas?

Não. Todos os materiais definidos pelos formadores, as ferramentas e as cozeduras das peças curriculares (dentro de uma quota) estão incluídos. Para trabalho fora do programa, os alunos têm 10 % de desconto permanente na Ceramista Shop.

Para que serve o atelier livre?

Não é tempo morto: é onde se preparam os provetes, se enfornam os testes da semana e se desenvolve o trabalho pessoal. No Ano 2, é onde se constrói o Projeto Final. Os dias de atelier livre são publicados em mapa no início do ano.

Como é feita a avaliação?

É contínua e baseada em evidências: o dossiê técnico (caderno de laboratório com fichas de ensaio de pastas, vidrados e cozeduras), o portefólio de peças e provas práticas por módulo. O caderno de atelier, instalado no primeiro mês, conta em todos os módulos seguintes.

Há exposição?

Duas. Uma no fim do Ano 1, na semana de 21 a 25 de junho de 2027, e a exposição final do Projeto Autoral em junho de 2028, com defesa perante júri e entrega de certificados.

E se a turma não encher?

A turma abre com um mínimo de 3 alunos.

Todos os módulos têm o mesmo horário?

Quase todos: segundas, quartas e sextas, das 10h00 às 13h00. Há três blocos intensivos e duas sessões com horário próprio. Química de Vidrados I, com Ana Felipe Royo, decorre em Cascais de 4 a 11 de janeiro de 2027, com dias inteiros a 4, 7, 8 e 11 e tardes a 5 e 6. Roda de Oleiro I, com Juan Ortí, decorre às quartas e sextas, de manhã e de tarde, entre 17 de fevereiro e 5 de março. A Cor e Superfície é um bloco intensivo em Cascais, a 8, 12, 15 e 19 de março, com três dias de manhã e de tarde. A 15 de janeiro, o módulo Projeto tem a sessão de Criatividade com Alberto Bustos, das 10h00 às 14h00. A 16 de outubro, o módulo Desenho tem uma sessão das 14h00 às 17h00.

Posso faltar a aulas?

Para receber o certificado é preciso estar presente em pelo menos 75 % das horas de cada módulo, ou seja, pode faltar até um quarto. Quem ficar abaixo recebe um certificado de frequência com os módulos concluídos. As sessões de atelier livre não contam para a assiduidade.

Bolsa de estudo

Uma bolsa de estudo integral por edição.

A bolsa cobre a totalidade da propina dos dois anos do programa, com acesso ao atelier, materiais, ferramentas, cozeduras curriculares e biblioteca técnica, nos mesmos termos dos restantes alunos. Destina-se a quem tem 18 anos ou mais, reside em Portugal, tem disponibilidade para o horário do programa e cuja situação económica seja um impedimento real à frequência. Não é exigida experiência prévia em cerâmica.

As candidaturas estão abertas e são analisadas à medida que chegam. A seleção pondera a situação socioeconómica, a carta de motivação e uma entrevista.

Como candidatar

  1. Lê o regulamentoTem as condições de acesso, os critérios de seleção, os documentos obrigatórios e as obrigações do bolseiro.
  2. Preenche o formulário e reúne os documentosFormulário assinado, carta de motivação até duas páginas e os comprovativos de identificação e de rendimentos do agregado, em PDF.
  3. Envia por emailPara coreceramicsschool@gmail.com, com o assunto «Candidatura Bolsa de Estudo».